Reescrita das composições – 10.ºC/D

Imagina que, por magia, fazias uma viagem no tempo e “aterravas” na Idade Média. Redige, sob a forma de diário, um dia dessa aventura. Escreve um texto bem estruturado de cerca de duzentas palavras.

Sobre Arminda Gonçalves

Professora de Português da Escola Secundária Augusto Gomes em Matosinhos.
Esta entrada foi publicada em A_2016-17Portefólio10.ºC/D. ligação permanente.

31 respostas a Reescrita das composições – 10.ºC/D

  1. Mriana Ferreira diz:

    Segunda-feira, 24 de outubro de 2016
    Querido diário,
    Hoje fui à escola como outro dia qualquer, e aí está, não foi um dia qualquer, foi uma aventura na escola!
    Tive aulas de manhã e de tarde, mas esta aventura que estou prestes a contar decorreu de manhã.
    Logo a seguir aos dois tempos de Biologia tive um intervalo de quinze minutos e fui à casa de banho. Mal abro a porta deparo-me com um livro no chão, não muito grande não muito pequeno, mas já tinha um aspeto muito antigo, tinha pó e uma capa de couro castanha. Peguei no livro, suspeitada, e a perguntar-me o que é que estaria ali a fazer um livro daqueles. Então dirigi-me à biblioteca com ele e sentei-me a lê-lo.
    O livro era sobre a Idade Média e era realmente fantástico. De repente, ouço um cavalo andar e quando dou por mim já não estou na biblioteca da escola, mas sim no tempo da Idade Média. Tinha vestido uns trapos por isso deduzi que fizesse parte do povo, só não percebia porque é que estava ali e como é que tinha feito o tempo andar para trás.
    Comecei a andar e a apreciar o comportamento das pessoas, as suas roupas e as paisagens de antigamente. Sem tecnologia, tudo muito pobre… De vez em quando passavam os guardas em cavalos gigantes e brancos, muito bem tratados, para se certificarem que estava tudo bem e não havia confusões.
    Reparei que ainda tinha o livro na mão e que precisava de voltar, então abri-o e fechei os olhos. Quando os abri já estava de novo na biblioteca. Guardei o livro numa estante para que outra pessoa o descobrisse e vim-me embora e o mais engraçado é que apenas tinha passado um minuto.

    Mariana Giesteira de Almeida Ferreira
    Nº 19
    10ºC

  2. Manuel Pascoal diz:

    24 de outubro 1249
    Chegara eu a um novo mundo, a um mundo em que eu não sabia fazer nada por mim mesmo, a um mundo onde se usava cartas em vez de mensagens, a um mundo onde se usava machados para cortar lenha em vez de serras elétricas, a um mundo onde se cultivava tudo à mão em vez de usar máquinas, a um mundo onde se usava espadas e escudos em vez de metralhadoras e pistolas, mas eu não nasci nesse tempo.

    Estava eu no Museu de História, com os meus olhos apaixonados pela Idade Média, estava surpreendido com tudo até que cheguei à parte dos tempos atuais. Vi a conhecida Máquina do Tempo, enfiei-me lá dentro para dar uma de espertalhão e foi por causa disso que vim aqui parar. A Idade Média é muito melhor do que eu pensava. Nós aqui aprendemos a viver mesmo a sério, até ao ponto de perguntares por um telemóvel a um ferreiro e levares um soco por ele achar que eu era um bruxo. Aqui a vida é muito vivida, é diferente do que era em dois mil e dezasseis. Em dois mil e dezasseis as crianças faziam birra, porque queriam um telemóvel ou os famosos “tablets”, aqui elas fazem birra por ter um brinquedo básico. São pontos de vista diferentes, acho que nós estamos demasiado viciados nas altas tecnologias. Isto é tudo diferente as romarias, as festas no castelo com os nobres e reis como D.Dinis e as suas cantigas cantadas de maneira muito diferente dos livros de português. Não sei como mas logo no primeiro dia entrei na nobreza e tive logo um banquete.

    Acho que me acham um ser superior por saber tudo sobre o futuro. Mas este primeiro dia fez-me ver tudo o que precisava de ver.
    Manuel Luís Dias Pascoal
    Nº17
    10ºC

  3. Fernando Fraga diz:

    27 de junho 1206
    Após bastante dedicação e trabalho árduo, finalmente, a máquina do tempo estava acabada. Eu não sabia onde ir, se ia visitar o futuro e ver as mudanças e os avanços que nós tínhamos feito, ou alterar o passado. Mais tarde ou mais cedo apercebi-me de que ir ao passado, por volta da Idade média, iria ser uma aventura muito mais interessante do que visitar o futuro.
    Então, lá fui eu, vesti-me adequadamente e fui para a Idade média. Quando cheguei, ainda era cedo, o sol ainda estava a nascer e já se conseguia ouvir o despertador daquela época, o galo. Andei, andei e andei até encontrar o castelo do Rei, quando cheguei lá, informei os guardas que queria falar com o Rei, e depois de tanto tempo à espera finalmente tive a minha chance de falar com ele. Expliquei-lhe a situação, e o Rei aceitou de um forma bastante boa, acolheu-me como se fosse um dos dele. Passei o resto do dia com ele, a ver os grandes cavaleiro nos duelos e a comprar roupa e comida para o banquete real que ia ser feito à noite. Dormi no quarto de visita daquele castelo enorme, e na manhã seguinte despedi-me de toda a gente e fui-me embora.

    Fernando Manuel Soares Teixeira Fraga
    10º C
    Nº 06

  4. Inês Sousa diz:

    22 de Julho 1222
    Querido Diário,
    Hoje para ser diferente fui para a Idade média e posso-te dizer que ainda nem acredito que aqui estou. Estava um dia bem quente quase sem nuvens e a aldeia onde me encontrava estava deserta. Andei ás voltas mas para minha tristeza não encontrei ninguém .
    Depois de tanto andar, de longe reparei num enorme castelo e decidi ir vê-lo de perto a ver se encontrava alguém. Quando cheguei ao enorme castelo, bati ao portão que já era um pouco velho, esperei um bom bocado e até pensei em desistir, mas graças a Deus alguém veio abrir o portão. O portão abriu-se e apareceu uma Donzela de cabelos longos loiros e com uns olhos azuis enormes. Fiquei maravilhada e sem saber o que dizer até que ela me disse para entrar.
    Fomos as duas por um corredor que não parecia ter fim. Estava nervosa não sabia o que me poderia acontecer e para meu espanto entramos numa sala toda colorida e com um cheiro bastante agradável, sentámo-nos e estivemos horas a conversar sobre a vida uma da outra. Depois de uma longa conversa a Donzela levou-me a conhecer o castelo todo e contou-me imensas aventuras pelas quais tinha passado. Quando dei por mim já era noite e então despedi-me dela, agradeci e disse que voltaria com toda a certeza.
    Foi, sem dúvida alguma, uma aventura que irei sempre relembrar.

  5. Tiago Pereira diz:

    27/08/1128
    Querido diário
    Hoje, dia 27 de agosto de 1128, foi a festa dos trovadores. Todos se aperaltavam e dirigiam-se para a Praça de Galiza para começar o arraial.
    Cá é muito diferente de 2016, ao princípio custou-me a adaptar, pois o meu telemóvel transformou-se num saco de palha e as minhas roupas em lençóis, pois cheguei todo nu, só com um lençol e um boné.
    Estou no condado Portucalense e já conheci muita gente importante.
    As casas são todas feitas de pedra e telhados de troncos de madeira. Vê lá tu que, quando cheguei, dei-me logo com o Afonso, (e tu deves estar a pensar: Quem é o Afonso?) o Afonso é o Afonso Henriques, ele é um tipo à maneira e levou-me para o castelo. Agora estou a viver à grande e à francesa mas o Afonso há um mês atrás que anda muito stressado e eu não sei porquê, pois nunca fui lá muito bom a História.
    A romaria foi muito divertido, pois só há comidinha da boa, chouriço, presunto…(o bolo de mármore, acho que vai ficar para mais tarde…) Uma donzela anda toda apaixonada por mim, até pediu a um senhor que lhe escrevesse um poema.

  6. Diogo Pereira diz:

    24 de Outubro de 1350
    Querido diário,
    Hoje o meu dia foi de loucos. Ainda há pouco estive com D. Dinis. De manhã esteve a
    apresentar a sua nova cantiga de amigo. Estivemos num grande banquete, cheio de pessoas da corte. A comida tinha ótimo aspeto, mas a melhor parte foi poder presenciar e ajudar D.Dinis numa cantiga de amor. Mal posso esperar que ele a revele na corte.
    Durante a tarde, participei num torneio. Senti adrenalina ao montar o meu cavalo, mas foi um nobre que venceu esse torneio. Nem tudo foi mau, pois conheci uma donzela muito atraente. Quando saí do torneio, D. Dinis informou-me que iria haver um sarau à noite. Fiquei muito entusiasmado, pois era a minha hipótese de conhecer a donzela.
    À noite, fiquei desiludido, pois a donzela não estava no sarau. Mas foi uma grande festa na mesma. Houve de tudo e finalmente, D. Dinis apresentou a sua nova cantiga. Todos gostaram e aplaudiram.
    Infelizmente, o meu dia vai acabar, porque vou deitar-me. Mas amanhã vai ser um dia em cheio. Espero encontrar a donzela e escrever mais cantigas. Mas, por hoje é tudo.
    Até à próxima,
    Diogo

  7. Rui Franco diz:

    Dia 1 Ano 1438

    O dia de hoje parecia um dia como os outros. À noite, fui comprar “noddles” numa bomba de gasolina perto de casa. Enquanto lia umas revistas e esperava a minha vez na fila senti-me observado. Não percebi porque nem como e continuei com a minha vida.
    Depois de pagar, sai da loja senti…nada…é difícil de explicar e ao “acordar” desse estado estava algures no passado. Decidi dar uma vota pelas ruas e ver onde estava e o que se passava. Seria isto um sonho? Ou teria o universo finalmente reconhecido o meu potencial para ser o personagem principal de um vídeo jogo?
    Depois de explorar um bocado percebi que nenhumas das minhas teorias eram verdade… parecia estar algures na idade media e a pessoas falavam algo semelhante a português, o suficiente para perceber o sentido geral das frases que me eram dirigidas, apesar de a maioria serem solicitações de compra…
    Comecei a preocupar-me, pois não comia nada há bastante tempo e não sabia como iria tratar disso, nem onde iria dormir. Lembrei-me que ler e escrever era um talento raro naquela época e decidi que no dia seguinte iria ver o que podia fazer sobre isso.
    Mas por hoje foi tudo. Num pequeno espaço entre duas casas encontrei papel e usei a caneta que tinha no bolso para escrever isto. Comi os “noddles”, a minha última reserva de comida, e fui dormir, esperando que ao acordar estivesse em casa.

  8. Ricardo Mesquita diz:

    25/10/1320
    Querido Diário,
    Hoje tive um sonho muito estranho.
    Sonhei que tinha viajado até à idade média, engraçado não é?!
    Vou-te contar um pouco do que aconteceu.
    Tudo começou quando eu cheguei. Estavam dois cavaleiros, um do lado oposto ao outro, com os seus cavalos pretos, num duelo por uma donzela. O vencedor daquele duelo poderia tornar-se amigo da donzela.
    Assim sendo, um dos cavaleiros derrubou o outro, ganhando o duelo e conquistando também a amizade da donzela.
    Porém, a alegria do cavaleiro não durou, pois, em seguida, uma guerra entre dois reinos havia começado.
    O nobre cavaleiro foi enviado para a batalha, prometendo à donzela voltar.
    Porém este tardou a voltar por causa do trânsito de cavalos mortos que ele tinha de ultrapassar (eu disse que era engraçado).
    Ao mesmo tempo, a donzela esperava ansiosamente o seu amigo perto de um lago.
    Esta foi comunicando com a natureza e, por estranho que pareça a natureza retribuía-lhe com uma resposta e acalmava o sofrimento que a donzela estava a sentir.
    Algumas horas depois, o cavaleiro aparece no sítio combinado, ou seja, à beira do lago, onde estava a donzela a dormir.
    Assim, estes voltaram para o castelo e viveram felizes para sempre.
    Até à próxima,
    Ricardo

  9. Gil Pereira diz:

    24 de outubro de 2016

    Querido diário,
    Hoje, quando estava a chegar à escola, como que por magia, fui transportado para a Idade Média. Mal lá cheguei, entrei num sítio muito animado. Vi cantores, que só depois percebi que eram trovadores e jograis, a cantar: cantigas de amigo, amor, escárnio e maldizer. Pude rir com estas últimas, mas também me senti muito comovido com as de amigo e de amor.
    Depois noutro local, vi cavaleiros a lutar com as lanças e o vencedor ficou com a donzela. Logo a seguir vi uma multidão a dançar e a cantar muito contente, e pensei que fosse uma romaria.
    Ao cair da noite, encontrei outras pessoas a cantar e dançar, deveria ser uma despedida, pois nesta também ouvi muitas cantigas de amor. As quais não percebi muito bem pois tinha muitos arcaísmos.
    Já tarde, quando voltei a passar o lugar onde tinha sido levado para a Idade Média, acordei e percebi que tudo tinha sido um sonho que tive na noite antes do teste de português.

  10. Maria Silva diz:

    24 De outubro de 1238

    Olá, querido diário!
    Hoje, está um dia chuvoso, está toda a gente em casa. As mulheres estão a aquecer a casa para a família. Fui para casa e a minha mãe estava com um cobertor a agasalhar o meu irmão mais novo. Tinha sopa na mesa para mim, acabadinha de fazer, já sentia aquele cheirinho maravilhoso. Depois de comer, a chuva começou a acalmar e abriu o sol, mas mesmo assim ninguém foi lá para fora brincar e eu não percebia porquê. Fui perguntar á minha mãe se podia sair de casa e ir brincar com as minhas amigas, mas ela disse que hoje não podia. Corri para o meu quarto e fui para a janela ver se via alguém a passar, mas não estava ninguém lá fora. O chão estava molhado cheio de poças e havia um lindo grande e maravilhoso arco-íris. Comecei a ouvir barulhos lá fora e fui a janela da sala ver quem era, e eram elas, as minhas amigas, a chamarem o meu nome. Pedi à minha mãe e ela disse que eu não podia.
    Fiquei triste e por isso ela disse que estava um fugitivo à solta e andavam soldados por todo o lado, que horror! Já nem queria sair, agarrei-me ao meu irmão e à minha mãe e adormeci.

  11. Dia 24/12/2016 – Tempo real

    Dia 24/12/1359 – Tempo passado

    Nem sei por onde hei de começar, digamos que num momento estava em casa deitada no meu sofá e noutro no meio de uma rua em paralelo, onde passava pessoas , umas com vestidos simples mas compridos, outras com vestimentas bastantes engraçadas e elaboradas.

    Na verdade eu estava muito confusa. Então veio um jovem com uma armadura prateada e reluzente, ter comigo a perguntar se era estrangeira, com receio de que me poderia acontecer disse que sim, para o caso de ele achar que eu ia matar alguém ou assim.

    Depois de algum tempo a fazer de estátua no meio da rua decidi conhecer mais um pouco.

    Esqueci-me de referir que estava um dia gélido e cheio de neve por todo o lado obviamente que estávamos no inverno.

    Havia muitas mulheres com cestos nas mãos, cheios de comida e de doces, acompanhadas pelas suas crianças que olhavam para todo o lado com os olhos a brilhar, claramente estavam muito felizes.

    As casas eram muito bonitas tinham fachadas muito bem trabalhadas e as varandas igualmente bonitas, com efeitos de natal e azevinhos por de baixo de todas as portas.

    Era véspera de natal e era por isso que aquela aldeia andava tao agitada. Sentei-me num banco e comecei a pensar no mundo onde eu estava e no mundo onde vivia. Este sitio era muito mais vivo, pessoas conversavam umas com as outras, em vez de carros existia cavalos e carruagens, em vez de supermercados eram pequenas feiras e mercados onde as pessoas conviviam.

    Realmente, esta era é muito melhor do que a que vivemos agora.

    Por enquanto vou só visitar mais um pouco.

  12. 30 de Abril de 1426

    Estava no meu quarto e, de repente, fui para outro sítio. Como é que tal coisa aconteceu? Eu não sei, e não preciso de saber. No momento deste evento estava mais preocupado em voltar para casa, mas ao mesmo tempo queria descobrir onde estava.
    Toda a gente olhava para mim. Não, olhavam para a minha roupa. Vi a maneira de como todos os outros se vestiam e deduzi que estava na Idade Média. Eu queria explorar a vila, mas dava muito nas vistas, por isso fui comprar outras roupas. Não tinha dinheiro nenhum da altura e foi por essa razão que enganei o homem da loja a comprar a minha roupa. Disse-lhe que não se arranjava o tecido da minha roupa noutro lado qualquer, não lhe estava a mentir. Como arranjei roupa de jeito para aquela era, fui ao mercado. Havia tanto para comprar. Ao longe via-se o castelo do rei. Como tinha tempo fui lá. Ao longo da viagem continuei a olhar ao meu redor. Cheguei ao castelo e deixaram-me entrar, fiquei surpreendido, mas acho que as roupas que tinha comprado eram um bocado caras e parecia alguém importante. O castelo era enorme e conseguia ouvir música. Fui ver de onde vinha tal música, mas num piscar de olhos, voltei ao meu quarto.
    Gostei muito da viagem à Idade Média, mas agora tenho de fazer alguma coisa com estas roupas, outra vez.

  13. 24 de outubro de 2016
    Querido diário,
    Hoje, foi sem dúvida, o dia mais espetacular da minha vida! Lembras-te daquele botão vermelho de que te falei? Aquele que eu encontrei por acaso quando estava à procura do meu cacifo. Pronto, eu hoje tomei coragem e decidi carregar. Foi mesmo estranho no mesmo instante em que a minha mão tocou no botão, o chão abriu-se e eu fui por um escorrega, e, quando dei por mim, estava num quarto com as paredes brancas e pormenores em ouro.
    Não percebi o que se tinha passado, olhei pela janela do quarto e vi umas enormes torres, com ar majestoso. Cada vez entendia menos do que se estava a passar. Até que ouço bater à porta e uma voz masculina a dizer: “Bom dia, donzela Isabel”. Decidi abrir a porta para ver quem era e logo reparei que era um mordomo, daqueles que se vê nos filmes. Ele entregou-me o tabuleiro com comida que trazia e disse ”Bom apetite ”e foi-se embora.
    Fui-me sentar na cama a comer, enquanto pensava na possibilidade de ter voltado atrás no tempo, mas isso só acontecia nas séries e mesmo que existisse na vida real porque é que haveria de ser comigo? Entretanto a comida tinha acabado. Tomei coragem e saí do quarto, andava um bocado perdida no meio daquele labirinto, e pior, não encontrava ninguém que me pudesse explicar o porquê de eu estar ali. De repente ouço a voz de uma mulher vinda da cozinha. Decido entrar e vejo mulher alta, linda e com uma enorme coroa, quando esta reparou que eu estava lá, sorriu para mim e disse “Bom dia, filhota”. Foi aí que percebi mesmo que estava num palácio da Idade Média. Pensei um bocado sobre o que havia de fazer e decidi que deveria aproveitar este dia como uma donzela e fingir que não sabia de nada.
    Durante o dia foi altamente, todos obedeciam às minhas ordens e há noite houve um baile de máscaras, em que tive de me vestir a rigor e dançar. Depois do baile decidi ir dormir e por estranho que pareça acordei na cama da minha casa.
    Fiquei feliz, por ser só um dia porque não sei se ia aguentar aquela rotina todos os dias.
    Agora vou ter de ir para a escola. Até já!

  14. Marta Mendes diz:

    Dia 24 de outubro de 1325
    Querido diário,
    Hoje acordei com o sol a bater na minha cara. Onde é que eu estava? Parecia uma floresta mas não havia florestas perto de minha casa. Fiquei preocupada, talvez tivesse sido raptada? Só me lembrava de me deitar na minha cama e depois acordar aqui. Avistei uma casa ao longe e decidi ir lá, não havia nada a perder. Assim que bati na porta uma rapariga loira abriu-a.
    -Quem és tu?- ela perguntou, e antes que eu pudesse dizer algo ela falou novamente- tu és… do futuro?
    -O que?- disse eu assustada.
    A rapariga contou-me que havia uma lenda que dizia que alguém viria do futuro e que ela poderia ver o passado da sua família. Ela mostrou-me livros que me diziam quem era a minha família. Saí a correr para a floresta. Era o dia em que dois familiares meus se iriam encontrar! Avistei então a carruagem real a chegar, parou no meio da estrada e príncipe saiu, tinha algo a impedir a passagem. Chegou então uma donzela e ajudou o príncipe ficou agradecido à donzela e convidou-a para o baile real dessa noite. A donzela aceitou com um sorriso.
    A minha visão começou a ficar escura e eu acordei novamente no meu quarto.

  15. Catarina Reis diz:

    16 de Janeiro de 1348
    Querido diário,
    Chegou ao fim mais um dia do meu quotidiano.
    Como sempre, levantei-me bem cedo e fui tratar das minhas galinhas, para que de seguida fosse tomar o meu pequeno-almoço mais descansado.
    Quando voltei para casa, a minha mulher estava sentada na mesa, tinha acabado de preparar o nosso pequeno-almoço, juntamente com as nossas duas filhas. Estava tão bom como todos os outros, pois, apesar de sermos pobres, temos sempre algo para comer e que é preparado com amor e carinho, sempre dando graças a Deus pelo prato que nos põe na mesa.
    Já de barriga cheia, lá fui eu tratar de todos os animais da quinta, que são diariamente cuidados e com uma dose de ternura magnífica.
    Depois de alimentar, escovar, lavar todos os animais chegou a hora do almoço e lá fui eu para casa.
    Durante a tarde o plano era ir ajudar o Sr. Joaquim, o meu vizinho da frente, e assim foi. Tratamos dos seus campos e cultivamos bastantes coisas para que nunca lhe falte nada para comer.
    Para terminar o meu dia em grande, nada melhor do que um bom jantar em família, para pormos a conversa em dia.
    Exausto, após o jantar, fui-me deitar e aproveitei agora este tempinho para te escrever.

  16. 10 de agosto de 1237

    Acordei num sítio completamente diferente. Onde estava eu? Levantei-me e olhei à minha volta. Encontrava-me num quarto muito bonito, bem decorado, nada como o meu quarto habitual. Fui até ao armário e vesti o vestido que mais normal me pareceu. Saí e desci as mais de duzentas escadas que encontrei. Parecia mesmo que eu estava num palácio! Cada sítio onde eu entrava era mais bonito que o anterior. A sala de jantar tinha uma mesa enorme e muito bem decorada, os corredores cheios de quadros tudo tão mas tão bonito, nunca tinha visto nada assim. Mas, pensando bem, eu estava cheia de fome. Percorri o castelo todo á procura da cozinha. Quando cheguei lá, muitas pessoas entravam e saiam atarefadas, carregando coisas com um aspeto pesado. Parei no tempo a reparar em tudo o que se passava á minha volta, até que alguém atrás de mim, me diz com uma voz muito delicada “ Menina, não pode estar aqui. Volte para cima e vá para a sala de jantar. Vamos já servir o almoço, não se atrase!” Contudo isto nem reparei que horas eram. Depois de almoço, o dia passou a correr. Fui dar uma volta ao enorme castelo até que avistei ao longe um jardim. Tinha imensas flores, de todas as formas e tamanhos, entre elas, escondiam uma porta. Acho que o meu dia não podia ficar mais estranho. Abri a tal porta e um grande clarão de luz puxou por mim. Afinal, onde estava eu?

  17. Adriana Correia diz:

    25/10/16
    Querido diário,

    Hoje fui ao museu e encontrei uma máquina do tempo. Como curiosa que sou, comecei a mexer nela. Esta tinha um botão a enunciar “Não mexer”, no entanto eu ignorei-o e carreguei. De repente, fui transferida para um passado longínquo, mais concretamente para a “Idade Média”.
    Quando aterrei, apercebi-me de que me localizava no jardim de um palácio. Nesse momento estava a realizar-se um torneio onde dois nobres montavam dois lindos cavalos brancos. No final, um trovador começou a cantar belas cantigas de amor. Dentro do palácio, ocorria um requintado sarau. Tanto os senhores como as senhoras estavam devidamente vestidos, com roupas luxuosas.
    Abandonei o palácio e desloquei-me até ao centro daquela vila. Deparei-me com uma taberna e acabei por entrar. Ali jograis citavam inúmeras cantigas de maldizer e escárnio, enquanto os homens bebiam cerveja e as mulheres comentavam, a vida alheia. Estes vestiam roupas muito mais simples. Estava num ambiente completamente diferente.
    Ao sair da taberna, fui contra uma caixa enorme e desmaiei. Só me lembro de estar novamente no museu.
    Em suma, adorei o meu dia, apesar de não ter passado de um sonho. Achei interessante saber o que se passava num dia no tempo da “Idade Média”.
    Ah! Esqueci-me de te dizer, disseram-me que bati com a cabeça numa escultura e desmaiei durante a visita.

  18. Sara Pereira diz:

    12 de setembro de 1290
    Querido diário,
    Hoje decidi escrever-te, porque foi um dia repleto de emoções! Um dia em que saímos à rua para nos divertirmos! Sabes, devia haver mais dias assim para nos podermos abstrair das grandes desigualdades visíveis entre nós, o povo, e aquelas classes que se consideram superiores, a nobreza e o clero. Embora a maioria das suas diversões estejam assentes em banquetes, saraus e torneios, ao passo que as nossas residem em romarias, há sempre música em comum. Gosto particularmente das cantigas elaboradas pelos trovadores e pelos jograis. As de amigo e amor fazem-nos pensar e refletir sobre aquilo que realmente queremos. Mas as minhas preferidas são, sem sombra de dúvidas, as cantigas de escárnio e maldizer! São momentos muito engraçados!
    Em relação ao assunto que já te tenho vindo a contar há algum tempo, continuo sem saber de nada. Queria tanto saber se o meu amigo está bem! Já lá vão muitos dias sem saber nada dele! A cada minuto que passa, um bocadinho do meu coração desaparece! Só queria saber se ele voltará…
    Já é tarde e, por isso, vou dormir. Prometo que amanhã te volto a escrever.
    Beijinhos

    Sara Dantas Pereira
    Nº27 10ºD

  19. 30 de Maio de 2016
    Querido Diário:

    Hoje sinto-me diferente. A última memória que tenho foi de ontem à noite. Lembro-me de ter deixado a máquina do tempo que construíra, inocentemente a carregar quando, de repente, tudo mudou!
    Acordei numa cama estranha, com um colchão muito duro e um pijama que, em nada, se assemelhava aos meus, da “Hello Kitty”, cheios de floreados e frases inspiradoras, como “boa noite!” e “dorme bem!”, ou algo do género…
    Desci umas escadas de madeira velha e ouvi um grito:
    -”Clara, preciso que vás à fonte buscar água para o almoço!”
    -”E onde está a água engarrafada?”- pensei.
    Olhei para a senhora que gritara. Era a minha mãe! Estava de vestido e com uma espécie de trapo na cabeça. Amedrontada, pego num recipiente e corro para a fonte.
    Lá fora, era tudo tão natural e puro! Fui colhendo flores pelo caminho. À minha frente, parou um sujeito que me ofereceu uma Camélia, que disse ser tão bela quanto eu.
    Seus olhos azuis, logo me encantaram, e a atração cresceu, junto à fonte. Ele encostou-se, as mãos juntaram-se, e é num suspiro que rejeito o seu amor e o tão próximo beijo que não passara de uma despedida.
    Explico que vimos de dois mundos diferentes e é, então, que ele me acaricia e me diz que irá esperar, enquanto me leva a casa, já no tardar da noite.
    Abro os olhos e volto à vida de sempre, sem nunca esquecer este amor proibido. Às vezes, o amor perfeito não pode ser correspondido.

  20. Mafalda Carvalho diz:

    24 de outubro de 2016

    Querido diário,
    Hoje foi um dia bastante estranho. A única que da qual me consigo recordar é ter acordado e não saber onde estava.

    Bom, eu acordei um pouco tonta, com a visão um pouco turva, mas percebi logo que não estava no meu quarto. Olhei à minha volta e só conseguia ver um monte de pessoas com vestidos compridos e casacos parecidos com blazers. Até pensei que estava numa festa de Carnaval!

    Levantei-me rapidamente e não tardei em perguntar a alguém onde estávamos. Responderam-me que estava a decorrer um banquete em homenagem ao rei nas cortes do Palácio. Foi aí que comecei a achar tudo um pouco estranho.

    Tentei explorar um pouco o local, e consegui encontrar dois senhores que estavam a cantar. Numa tentativa de conseguir ouvir melhor, aproximei-me deles e fiquei super espantada quando me apercebi de que era uma cantiga que tinha estudado na aula passada de português. Isto é bastante suspeito… Para finalmente tirar as minhas conclusões abordei uma senhora perguntando-lhe a data. Qual não foi o meu espanto quando descobri que me encontrava no século XII!

    Do nada, senti-me a ser puxada por um braço. Quando olhei, vi que era uma pessoa que parecia do século XXI. O senhor explicou-me o que aconteceu, e fiquei muito confusa. Ele disse-me que cheguei àquele local através de uma máquina do tempo! Ele pediu-me para não fazer muitas perguntas e para voltar a entrar na engenhoca. Fiquei um pouco reticente, pois não o conhecia, mas fiz o que ele mandou. Quando dei por mim, estava de volta à minha cama.

  21. Beatriz Antunes diz:

    7 de setembro de 2014
    Querido diário,
    Nem vais imaginar o que me aconteceu! Só ganhei coragem para te contar isto hoje, passados três dias. Eu fiz uma viagem incrível até à Idade Média! Acredita quando digo que foi “incrível”! Claro que deves querer saber como fui lá parar, não é? Desculpa, mas agora não tenho mesmo tempo para descrever isto tudo, levar-me-ia imenso tempo… Mas, continuando ao que estava a dizer, aposto que neste momento estás ansioso por saber o que realmente se passou por lá, certo? Vamos a isso então! Bem, se me perguntares se eu sabia que ia parar à Idade Média, eu respondo-te com firmeza que não. Na verdade eu sabia que ia voltar uns anos atrás na história, mas não fazia a mínima ideia de que seriam assim tantos.
    Mal cheguei, apercebi-me de que estava num sítio bastante diferente daquele a que eu estava habituada. Olhei em meu redor “prá i” umas cinco para perceber em que século é que estava. Como não descobri, lembrei-me de pesquisar na “net” por isso tirei imediatamente o telemóvel do bolso e qual não foi o meu espanto quando percebi que não tinha rede ali. Dei uma gargalhada. Sim, tal como tu deves estar a dar agora… É óbvio que naquele tempo ainda não havia satélites e essas coisas todas que nos dão a rede e a “net”… Mas, e agora como vou saber eu em que século estou? Como sei em que país estou? Como sei que língua é que devo falar com estas pessoas que tão estranhamente olhavam para mim? Tudo me passava pela cabeça naquele momento. Até que tive uma ótima ideia!
    Ups… parece que alguém me está a chamar. Acho que está na hora de jantar. Desculpa, mas vou ter que ficar por aqui Diário.

  22. Jorge Rebelo diz:

    12 de agosto de 1290
    Querido diário,

    Hoje conheci um mercador à beira do rio.Ele explicou-me bastante sobre como funciona esta profissão ( como funcionava ).
    Ele explicou-me que vai de feira em feira, de romaria em romaria, só para conseguir vender uns canecos ou uns vasos em barro ( que ele próprio faz ) e conseguir uns centavos para alimentar a sua família. E, vai a feiras e romarias de todo o país, ou seja, ele passa a vida inteira com os seus artigos às costas, apoiados numa pequena base de madeira, a fazer caminhadas de dezenas ou centenas de quilómetros.
    Este homem, para mim, é um grande herói, pois durante a conversa não mostrou um único sinal de desconforto ou tristeza com a sua vida, pelo contrário, até mostrou alegria e satisfação.
    Foi com este mercador que reparei que as pessoas do século XXI não têm a menor noção do que é uma vida dura e, mesmo assim, queixam-se, constantemente, da vida que têm.
    Este homem é apenas um dos muitos que levam uma vida miserável e, mesmo assim, vivem felizes. As pessoas não eram as mesmas do que aquelas que eu estou a conhecer no século XXI.

  23. Filipa Santos diz:

    8 de junho de 2016
    Querido diário,
    Hoje tive um dia cansativo na escola, visto que tive Educação Física e teste de Biologia. Mal cheguei a casa, deitei-me no sofá, aterrei em dois minutos e, quando acordei, aconteceu uma transformação mesmo estranha.
    Apercebi-me de que tanto a minha roupa como a dos meus pais tinha mudado e que a minha casa era bem mais pequena e tinha mobília antiga e rústica. Interroguei os meus pais acerca da situação e eles, depois de alguns minutos a tentar compreender o que eu dizia, responderam-me afirmando que nada tinha mudado. Seria eu que estava a ficar maluca?
    Para entender melhor o que se estava a passar, resolvi sair de casa e assustei-me com o que observei. Eu estava rodeada de casa antigas, até parecia que estava na Idade Média. Praticamente todas as pessoas, segundo o que eu consegui perceber, falavam da Batalha de Aljubarrota e aí percebi que estava mesmo no século XIV.
    A partir desse momento comecei a transpirar por todo o lado. Tudo parecia tão real, era mesmo como se fosse por magia. Entretanto acordei de verdade. O susto tinha terminado.

  24. Ana Lima diz:

    25 de outubro de 2016
    Querido diário,
    A entrada de hoje vai ser… insólita. Não é todos os dias que se ouve um relato de uma viagem no tempo! Isso mesmo, uma viagem no tempo!
    Não sei como, em vez de acordar com o som irritante do meu alarme, acordei com uma senhora a entrar no meu quarto (que não tardei a perceber que não era o MEU quarto). Vi logo que não era a minha mãe, pois ela trazia o meu pequeno-almoço nas mãos e os meus pais proibiram-me de comer na cama (“Migalhas,” disseram.).
    Pensando que ainda estava a sonhar, agi normalmente, aproveitando as vantagens de ser um membro da Corte temporariamente. Vesti-me com trajes típicos da altura e dei um passeio pelos jardins do palácio (concluindo que estava na Idade Média pelo ambiente em meu redor). Estava tudo bem até que apercebi que as horas tinham passado e eu ainda não tinha “acordado”. Porém, antes de poder considerar a possibilidade de ter entrado em coma, iniciou-se um sarau na Corte, e, de repente, estava eu a ser rodopiada ao som da música. Não tardou até que os trovadores começassem a cantar as suas belas composições, algumas felizes e de aquecer o coração, outras de o arrefecer com a frieza da “senhor” para com o eu lírico. O baile nunca parou, incessante e em sintonia com a batida acelerada do meu próprio coração. A festa prolongou-se pela noite dentro, mas a certo ponto eu escapei, refugiando-me na solidão reconfortante do meu quarto, adormecendo rapidamente.
    Quando acordei, acordei na minha casa, no ano 2016. Porém, o meu coração ainda batia ao som da música medieval.

  25. Tiago Ferreira diz:

    ENTRADA DE DIÁRIO?

    Uma das coisas que sempre me fascinou foi a Idade Média. Nunca entendi o porquê, visto que a Idade Média não era nada mais do que um tempo onde os homens declaravam guerra a outros homens por causa de um bocado qualquer de terra.
    No entanto, lá estava eu largado no meio do que eu só posso imaginar que fosse um país do século XIII, cercado de homens em collants e mulheres com panos na cabeça a cuidar de galinhas.
    Diário, se eu soubesse que iria acabar aqui tinha mudado de roupa, pois eu acho que aqui as pessoas nunca viram calças de ganga e sapatilhas. Também tentaria saber o que raio é que eu devia fazer aqui porque eu acho que não volto num futuro tão próximo.
    Às tantas ainda conheço o rei daqui e almoço com ele no palácio, ou então tenho que fazer pela vida e arranjar comida pela minha mão, pois este corpo não se vai alimentar sozinho. Pergunto-me se eles já descobriram o que são panados?
    Mas basicamente é assim, arranjo comida, tento me integrar na comunidade, caso contrário ainda me acusam de bruxaria e queimam-me, literalmente. No entanto parecem boas pessoas, por isso espero que eles não se importem de me dar casa durante algum tempo.
    Ps: se eu amanhã não te escrever é sinal que me queimaram vivo.

  26. João Miranda diz:

    22 de novembro de 1237

    Acordei na estalagem onde tinha passado a noite anterior. Estava um dia frio de inverno, mas o céu apresentava-se sem qualquer nuvem. No entanto, as roupas de pele de ovelha que roubara no dia anterior aqueciam extremamente bem. Levantei-me e dirigi-me para a saída quando ouvi uma voz:

    – Hey! São dez “soldos” pela noite. – era o dono da estalagem.

    “Dez quê?”, pensei. “Dez soldos?”. Eu tinha chegado no dia anterior vindo do ano de 2016 e, como é óbvio, não tinha soldos. Não podia pagar. Restava uma opção… Virei-me para trás e comecei a correr. O dono era já velho mas ainda me tentou apanhar, só que não conseguiu. Pouco depois, olhei para trás e vi-o a falar com dois homens fardados e a apontar para mim. Eram guardas reais! Subiram para os cavalos e começaram a perseguir-me. Entrei em pânico. Não podia ser apanhado! Na Idade Média, fugir sem pagar é considerado roubo e roubo é punido com corte de membros ou mesmo morte.

    Os guardas aproximavam-se cada vez mais e eu já não sentia as pernas. Entrei dentro de um bosque e escondi-me debaixo de uns arbustos. Mas não podia ficar lá para sempre, por isso, tinha de me livras dos guardas. Passado um bocado ouvi erva a remexer. Espreitei e vi apenas um guarda. Agarrei num pau grande que tinha ali ao lado, levantei-me de rompante e dei-lhe com o pau na cabeça. Certifiquei-me de que estava morto e peguei na espada dele. Agora tinha de encontrar o outro. Avancei devagar pelo bosque com a espada segura nas duas mãos. Foi então que o vi passar em cima do cavalo em direção à cidade. Fiquei aliviado por ele ter desistido da busca. Ou teria encontrado o parceiro e voltou para chamar reforços?

    Decidi pernoitar no bosque, sempre alerta.

  27. Clara Gonçalves diz:

    25 de outubro,
    Estou no ano 1286, viajei no tempo e vim parar à Idade Média , mas não é nada como nos filmes.
    Pelo menos na cidade onde eu estive nota-se um cheiro completamente insuportável. Nesta altura não há esgotos ,mas, por outro lado ,a natureza é encantadora .Acordei no meio de uma floresta, essa, sim, é exatamente como nos contos de fadas , se não contarmos com todos os mosquitos e insetos, é claro.
    Lá havia flores belíssimas de inúmeras cores e feitios, pássaros dos mais diversos tamanhos eu não me importaria de ficar ali a contemplar aquela beleza para sempre , mas as viagens nos tempo dão-me muita fome.
    Então fui à procura de algum lugar onde pudesse comer , como uma tasca ou algo do género . Não foi nada fácil , pois ser uma mulher na Idade Média e entrar numa tasca sozinha , é bem complicado , todos me olharam de lado. Alguns chamaram me rameira, outros queriam me levar á força para casa deles . Então eu acabei por sair de lá e comi um pão de uma senhora muito simpática que mo ofereceu na rua. Também tive a oportunidade de conviver com pessoas daquela época , algumas eram genuinamente boas pessoas, só acho que não tive a oportunidade de conversar com ninguém da nobreza , hoje. Mas nem por isso deixou de ser uma ótima experiência.
    Pode ser que um dia eu regresse a este tempo , mas neste momento estou mais interessada em saber que época me está reservada para amanhã.

  28. Pedro Oliveira diz:

    Querido diário… 24/10/####
    E queixava-me eu da minha vida. Hoje na viagem que fiz fiquei espantado! Nem sei quantos anos recuei no tempo, só sei que foram centenas deles. Muitas pessoas deviam de fazer esta viagem, para parar de se queixarem da vida que têm, até eu devia parar de me queixar.
    Esta viagem que fiz ensinou-me que a “falta” de liberdade e o trabalho que devemos fazer em casa não é nada! Pois aqueles com quem eu falei e observei têm muito menos que qualquer pessoa da atualidade. Eles sim, podem-se queixar da vida que levam, trabalhar e sem poder reclamar ou sabe-se lá o que lhes faziam. Apenas festas em alguns domingos os safavam dos outros seis dias de tédio.
    E desesperam as nossas famílias se vamos para um país diferente trabalhar, nem falando ao telemóvel se acalmam, mal sabe ela o que sofriam as mães quem os filhos eram obrigados a ir para a guerra, num outro continente. Ás vezes num barco de madeira pelo oceano fora ao sabor do vento e a rezar por uma tempestade sem fome, e se ela tiver a barriga vazia, nunca mais ninguém sabe dos pobres marinheiros nem do sofrimento da mãe deles em eterna espera e desespero.
    E queixamos-nos nós todos, mal sabemos o quão bem vivemos. E queixamos-nos nós da nossa vida, sim! Mas porquê?

    Pedro Oliveira
    Nº32 10ºC

  29. Inês Silva diz:

    25 de outubro de 1320
    Acordei. Tinha um bicho à minha beira. Não era daqueles bichos que eu já conhecia, mas sim um com aspeto diferente e que, confesso, me assustou um bocadinho. Disseram-me que era normal e que se não lhe desse grande importância acabaria por desaparecer.
    No entanto, quando me preparava para ir apanhar pedras para fazer fogo e me aquecer, ele picou-me. Pedi ajuda mas àquela hora já todos estavam a realizar as suas tarefas e a procurar descobrir novas coisas. Sendo assim, e uma vez que a picada não parava de piorar, tive mesmo de procurar Heitor, que, como já te disse ontem, é o nosso “patrão”, quem nos dá as ordens, quando necessário. Tentei explicar-lhe tudo de forma célere para que não perdesse muito do seu precioso tempo. Não quis saber de mim. Sinto-me muito sozinha aqui. Algo me diz que este não é o sítio onde deveria estar.
    Em suma, gostava que soubesses que és mesmo o único com quem posso desabafar neste momento. Tudo isto é muito mau! Gostava de te contar mais coisas, mas está na hora da nossa habitual dança da tarde. Sim, porque com tudo isto já se passou um dia!
    Amanhã trago-te mais novidades!

    P.S.: A minha cabana acabou de ser destruída, o que significa que vou dormir ao relento.

  30. André Moreira diz:

    25 de outubro
    Querido diário. Hoje de manhã acordei num lugar esquisito… parecia antigo. Como não sabia onde estava , fui à procura de pessoas para me poderem dizer onde eu estava exatamente.
    Por volta , acho eu , do meio-dia comecei a estranhar e a pensar que certamente não estava no século XXI , pois era tudo tão velho , tão rudimentar , que até máquinas de mantimentos , produtos , mobílias só serviam para ajudar as pessoas a fazer o seu trabalho. Até que , como não via ninguém nas ruas , decidi entrar numa loja que parecia um café. Depois de entrar , dirigi-me ao homem do balcão e perguntei-lhe em que século é que estávamos. Após muitas tentativas para o homem perceber o que eu queria saber , finalmente respondeu-me : ” Estamos em pleno século XIII , senhor. ”
    Saí daquela loja depois de lhe agradecer , e procurei um lugar ao ar livre para me poder sentar ou deitar para pensar o que iria fazer e porque diabos tinha voltado atrás no tempo , até ao século XIII. Encontrei um lugar florido e de relva bem tratada perto de um lago onde me deitei. Olhei para o céu e pensei : ” Será que Deus me mandou para o século XIII para eu revolucionar o mundo ? ; Para ter um marco histórico e ser considerado herói ? Ou será que é para eu ajudar o planeta a ser desde o início um mundo saudável?
    Só sei que me levantei de repente , todo cheio de energia e convicto de que iria marcar o meu nome nos livros de História que as escolas usam ou que iria salvar o mundo da poluição , mas mal comecei a correr , num instante seguinte apareci deitado na minha cama.
    Tudo passou de um sonho…

  31. Mariana Rodrigues diz:

    29 de maio
    Querido diário,
    A manhã ainda não acabou e já estão todos num alvoroço aqui na corte, mas, afinal de contas, não é todos os dias que a filha do braço direito do rei faz anos, não é?
    Ontem nem tive oportunidade para escrever aqui, porque estive ocupada a comprar vestidos novos de que nem preciso… mas a filha de um nobre merece tudo, não é verdade?
    Ai, ouvi a criada a chamar por mim… o banquete deve estar pronto e eu preciso de ir dar as boas vindas aos meus convidados! Até logo!
    Voltei! Que bem que me soube este almoço… E ainda soube melhor porque não tive de colaborar para ele ser feito porque, afinal, sou filha de um nobre!
    Mais ao final do dia tenho de ir à igreja e rezar, agradecendo por mais um ano de vida despreocupado e feliz.
    Pronto, querido diário, foi este o sono que ontem não tive oportunidade de contar, porque a minha mãe me mandou ir lavar os trajes do meu pai. Agora preciso de ir. Vou tomar conta dos meus sete irmãos mais novos para logo ter tempo de ir à missa agradecer por mais um ano passado com a minha adorada família.
    Até amanhã!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s