Reescrita da composição – 10.ºA/ 10.ºB

Usando a tua imaginação e considerando o teu conhecimento da vida na Idade Média, continua a narração do episódio que se segue. Escreve um texto bem estruturado de cerca de 200 palavras.

Chego à Idade Média depois de uma viagem numa máquina do tempo. Passeando por ruelas de terra batida, avisto a igreja. Faz calor e as pessoas estão reunidas no adro. Estarão à espera de alguma coisa? De repente, olham todos na mesma direção e as crianças puxam as mães para a frente. Aproximo-me para ver. Tinham chegado os jograis!

Sobre Arminda Gonçalves

Professora de Português da Escola Secundária Augusto Gomes em Matosinhos.
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37 respostas a Reescrita da composição – 10.ºA/ 10.ºB

  1. 224261josecastro diz:

    As pessoas pareciam felizes por os ver, é provável que já estivessem ali à espera, parados, desde que acabara a missa. Era domingo, já perto da hora de almoço, mas as pessoas não se mostravam preocupadas com a refeição.
    O ambiente era festivo, a multidão permaneceu no adro mais 2 ou 3 minutos, dispersando depois, mas seguindo na mesma direção, talvez seguindo para o centro da cidade.
    A igreja situava-se num alto, um pouco afastada do resto das casas, mais juntas aos campos cultivados. Mantive-me junto da população local, já que não conhecia a pequena vila.
    Finalmente chegamos a uma praça, nas redondezas, algumas barracas alinhadas, parecidas com as de hoje em dia, mas com outros materiais. Algumas delas com com comida, outras com “artesanato”, e bem no centro da tal praça, um palco de madeira, bem simples, ainda sem nada ou ninguém.
    Lá arranjei quem me desse algo para comer, um homem dentro de uma das barracas, muito bem disposto e amigo. Sentimentos e características que eram partilhadas por toda a gente com quem me deparei.
    Por volta do meio da tarde, os jograis com que me deparei algumas horas antes, subiram ao palco de madeira. Toda a gente se aglomerou naquela praça para ouvir os artistas a cantar.
    Foi realmente incrível, o ambiente era realmente fantástico.

  2. Tiago Rodrigues diz:

    Reparo, pela expressão de toda a gente, que os jograis, em comparação com o tempo de que tinha vindo, eram os músicos famosos a fazerem a sua digressão pelo mundo.
    Estes jograis vinham alegres e divertidos, prontos para cantarem as suas poesias ao povo ali todo reunido para os ouvir. Cantaram cantigas de todos os tipos e as últimas foram as de amor e aí toda a gente procurou um par para dançar. Não era o tipo de dança que estava à espera mas fazia sentido porque era uma festa do povo e não da corte.
    Todas as raparigas pareciam felizes por estarem com o amigo e parecia que todas elas já tinham vivenciado todas aquelas situações tratadas nas cantigas e por isso sorriam, mesmo em plena era medieval e fazendo parte do povo, sorriam.
    Quando acabou a diversão já estava escuro e os jograis estavam cansados, mas tinham de seguir caminho para outra aldeia. Mal eles estavam a sair da aldeia, eu perguntei se podia ir com eles, sorriram e responderam afirmativamente.
    Depois de falar com estes músicos da era medieval e de eles me terem contado a paixão deles pelas cantigas e por fazerem o povo feliz, eu senti-me também feliz por aquelas pessoas gostarem daquilo que fazem. Adormeci e reparei que não tinha passado de um simples sonho.

  3. Diogo Ribeiro diz:

    Este era, para muitas pessoas, o momento alto das suas vidas tristes e subservientes. Sentia-se euforia e excitação no ar, além de um mau cheio que me acabara de chega ao nariz. Deviam estar, pelo menos, cem pessoas à frente da igreja.
    À medida que se ouviam os primeiros acordes, apareceu uma donzela que encaixava perfeitamente no perfil que imaginava. Bonita e bem vestida, cantou com uma voz aguda e gesticulou expressivamente de acordo com a letra da cantiga. O “público” encontrava-se completamente absorvido na melodia melancólica e triste, que, de certeza, era perfeita para o que a donzela cantava. Não era especialista em galaico-português, mas percebi que o que a menina vocalizava, seria uma cantiga de amigo com um final triste.
    Logo que a música cessou, o público começou a bater palmas em uníssono. A segui, veio outra cantiga, esta mais alegre, que pôs as pessoas a bater palmas com a melodia. Aí, algumas pessoas chegaram-se à frente e começaram a dançar, ficando lá o resto da atuação, pois as músicas que se seguiram eram ainda mais alegres e despoletaram alguns risos na audiência. Depois, escureceu, e os jograis e pessoas que assistiram, apressaram-se a voltar a casa.
    Foi uma experiência diferente e confesso que fiquei a traulitar algumas melodias, quando estava a regressar à máquina do tempo, sitiada numa viela cheia de ratazanas, que rezava que não transportassem a peste negra…

  4. Gonçalo Leonardo diz:

    Um dia deveras diferente
    É fantástico ver quantas pessoas ficam fascinadas com o trabalho dos jograis, mas nesta altura são eles que entretêm o povo e fazem com que tudo fique um pouco mais animado. Fiquei a ouvi-los a manhã toda até que se foram embora, caminhando pela rua abaixo. As pessoas continuaram a fazer o que estavam a fazer, e outras ainda sorridentes do que os jograis haviam dito.
    Como não sabia o que fazer, vagueando pelas ruas daquela antiga cidade. Encontrei uma donzela num campo de flores, permaneci longe, pois não me queria intrometer. Fiquei a observá-la, estava com um ar impaciente, parecia estar à espera de algo ou alguém. Ela ouviu-me, por isso aproximei-me dela, perguntou-me se tinha visto o seu amado, pois era lá que se haveriam de encontrar, respondi-lhe que não e continuei a caminhar.
    Estava a anoitecer, quando cheguei a uma pequena vila com um grupo de pessoas reunidas, tal como tinha visto mais cedo. Eram os mesmos jograis que tinham visto na cidade. Aparentemente eles trabalham todo o dia. Fiquei a ouvi-los um pouco, mas já tinha ouvido a maior parte naquela manhã. Tinha que voltar para a cidade, para poder voltar ao meu tempo mas quando cheguei, não estava lá. Preocupado fui perguntar a uma donzela, descrevi-lhe a máquina com o máximo de detalhes possível. Respondeu-me, após a minha longa descrição, que tinha visto mas que estava a algumas casas daquela rua. Agradeci e fui-me embora. Cheguei a casa finalmente, fui para o meu quarto e agora encontro-me a escrever este texto de que me nunca me hei-de esquecer.

  5. Ana Carvalho diz:

    Estava toda a gente animada, os jograis faziam coisas incríveis e conseguiam entreter toda a gente, deixando-nos completamente rendidos. As crianças pulavam excitadas, as mães riam-se imenso e estavam estupefactas a observar, vivia-se um clima de grande animação.
    Estava eu no meu canto a apreciar o espectáculo quando, de repente, um dos jograis se chegou perto de mim e levou me para o meio deles, convidando-me para participar. Fiquei surpreendida no início, mas acabei por aceitar.
    Deram me umas bolas pequenas, meio esverdeadas e tentaram fazer com que eu os imitasse, mas era demasiado complicado. Mas, mesmo assim, consegui fazer com que o público lá presente se risse, não pelo meu trabalho, mas pela figura que eu fiz lá no meio deles.
    Ao longo de todo o espectáculo foram chamando cada vez mais pessoas e, de um momento para o outro, toda a gente se tinha juntado ao espectáculo. Estávamos todos alegres e a divertirmo-nos muito. Mas, estava a anoitecer e aquele belíssimo entretinimento tinha que chegar ao fim.
    As pessoas foram-se afastando, os jograis começaram a arrumar todo o material que tinham trazido e a abandonar o adro da igreja. Eu, quando vi que já não havia mais nada a fazer ali, também me vim embora mas vou guardar aquelas maravilhosas horas na minha mente, porque foi realmente muito divertido.

  6. Catarina Magalhães diz:

    Eram indivíduos engraçados, afinal era para isso que eles serviam, fazer rir as pessoas. Ou era esta a ideia que eu tinha antes de ter feito a viagem na máquina no tempo.
    E lá começaram a cantar uma daquelas cantigas de amigo, que eu não conhecia ate há um mês atrás, “mais coisa menos coisa”. Realmente, como tudo muda mas nada muda. Ao ouvir um dos jograis a cantar uma das suas cantigas, lembrei-me logo do meu “amigo”, com o que estava a dizer. Tinha tanto sentido! O tempo passa a correr, mas há coisas que nunca vão mudar. A saudade, as mentiras à mãe, as confidencias às amigas, nada mudou. Todas nós “meninas” sabemos o que é passar por isso. “E verrá?” era assim a última frase do refrão. Lembro-me do que é estar no meu quarto pensar se “irá mesmo fazer o que prometeu, será que vem mesmo ter comigo?”
    Por fim, a cantiga terminou. Enquanto a estive a ouvir, refleti o porquê destas coisas não terem resposta e acontecerem com todas as pessoas. Bem, cheguei à conclusão que é amor. Não se explica, sente-se.
    Coisas como esta não mudaram desde a Idade Média, no entanto, a construção de casas, as estradas, as vias de comunicação… sinto que estou no meio do nada, pois estou habituada a autocarros de um lado para o outro, “wi-fi” em todo o lado, mas será que não há nada disso aqui?
    Acho que vivo numa “Era” melhor, não é que eles não sejam felizes, porque são. Mas “depois de ser ter um Mercedes não se quer um Citroen”, já dizia o meu avô. E nunca achei que isso fosse tão verdade. As pessoas depois de se acostumarem a coisas boas, começam a desprezar as coisas menos boas.
    É assim a vida, a natureza da vida leva a que as pessoas pensem assim. Fez-me bem ter feito esta viagem, levou a que me questionasse sobre certas coisas que na atualidade nas questionaria.

  7. Todos estavam felizes e entusiasmados porque os jograis tinham acabado de chegar!
    Eles tinham ido embora para fazer o seu trabalho, que era animar os saraus dos grandes senhores, incluindo o rei, lendo as poesias trovadorescas escritas por eles, isto é, cantigas escritas em verso, que são cantadas em saraus nas cortes dos grandes senhores feudais.
    Os jograis vinham felizes e orgulhosos de si próprios, não só porque tinham ido cantar os seus poemas ao rei e aos grandes senhores feudais, como também o rei tinha adorado os poemas.
    No final daquela confusão toda, eu atrevi-me a ir falar com um dos jograis, para saber como tinha ido aquela experiência. Como óbvio dei os meus parabéns por ter conseguido fazer o que fez, então fiz-lhe a pergunta que tanto lhe queria fazer, e ele respondeu-me que tinha sido uma das melhores experiências da sua vida e que tinha corrido tão bem que queria fazê-lo novamente.
    Disse também que o rei foi, pessoalmente, agradecer-lhe por ter ido animar o seu sarau e também deu-lhe os parabéns por o ter feito muito bem.

  8. Pedro Torres diz:

    AS gentes estavam vestidas com roupas próprias para cantarem as cantigas nas romarias do povo. As pessoas todas aplaudiam os jograis; as mulheres todas contentes chegavam-se à frente.
    De repente, a multidão, que estava toda concentrada no adro da igreja, fez silêncio, dando permissão aos jograis para estes começarem o espectáculo tão esperado pelo povo .
    No inicio da cantigas toda a gente estava calada e atenta aos jograis a cantarem e a tocarem mas, a meio da cantiga, as pessoas riam-se umas paras a outras e mostravam a sua alegria. As mulheres mais velhas dançavam ao ritmo da cantiga com os amigos, enquanto as mais novas tentavam impressionar alguns rapazes com as suas danças ou com gestos como as raparigas fazem hoje em dia .
    No fim da cantiga, as pessoas estavam todas sorridentes, abraçavam-se umas as outras e foram todas alegres para o grande banquete que houve em seguida . Afinal aquilo era uma enorme romaria, como nós ainda fazemos no século XXI . Quando as pessoas se sentaram a mesa, umas lindas raparigas vieram servir a refeição que começou por uma sopa de couve e castanha.
    Estas romarias fazem bem às pessoas porque convivem e conhecem outras como ainda existe no século vinte e um e espero que continue assim por muito tempo …

  9. Vitor Ferreira diz:

    Estava um calor enorme naquela altura da manhã, as crianças não paravam quietas, parecia que estavam chateados com algo. Algumas dessas crianças choravam sem ninguém perceber o porquê.
    Quando se aperceberam de algo estranho (a chegada dos jograis), as crianças ficaram admiradas com aquela maneira de se vestirem. As crianças sorriam alegres e arrastavam as mães pela mão levando-as cada vez para mais perto dos jograis. A maior parte dos jovens nem sabiam o que eram aqueles trajes. Os jograis receberam bem qualquer pessoa. De seguida, os jograis, depois de terem recebido as crianças, foram para a rua onde não havia lugar para estarem todos. Eles fizeram muitos jogos divertidos e animaram muito bem as crianças. O pior veio logo a seguir. A despedida dos jograis foi muito má para as crianças. Como toda a gente sabe, elas querem sempre mais e isso não foi resolvido da melhor forma. As crianças não queriam, fizeram birra. Estava a meio da tarde quando acabou a festa, os jograis lá conseguiram acalmar os miúdos.

  10. Após a chegada dos jograis, começou a chover torrencialmente, fazendo com que toda a gente voltasse para casa. Como é obvio eu não tinha casa, acabava de chegar àquela época e por isso apressei-me em direção à taberna para me abrigar. Quando lá entrei, parecia tudo normal, mesmo normal como se estivesse a entrar num bar da minha época, a única diferença era que não se percebia nada do que as pessoas diziam, mas isso poderia ser resolvido facilmente bastava um pouco de magia. Porquê magia? Porque é a única maneira de criar uma máquina do tempo, pelo menos no meu universo.
    Depois de lançar um feitiço que me permitiria perceber diferentes línguas, apercebi-me de que aquilo não era uma taberna normal. Naquela taberna só estavam pessoas com a capacidade de manipular magia, algo semelhante acontecia no meu tempo. Também havia locais onde só era permitida a entrada a não utilizadores de magia. Algo a que nunca vou poder aceder. Apercebi-me também de que poderia usar a moeda do meu tempo para comprar coisas, provavelmente porque têm certo valor mágico.
    Fiquei durante várias semanas a explorar aquele tempo, à procura de um local histórico que no meu tempo havia sido restrito para toda a gente. Comecei a descobrir certos fragmentos de informação que me indicaram onde seria. A viagem demorou outras tantas semanas mesmo usando magia, mas consegui lá chegar e para o meu espanto esse local mesmo neste tempo já tinha sido isolado. Pensei durante um bocado, horas e mais horas, e cheguei à conclusão que não tinha nada para fazer no meu tempo e não podia ir para o futuro por isso a única coisa a fazer seria ir para trás à procura dum momento em que pudesse visitar aquele local que era a origem de toda a magia do mundo.

  11. Mário Taveira diz:

    Eu aproximo-me da multidão e reparei que os jograis vinham acompanhados por uma carroça na qual, provavelmente, traziam as suas vestes e os seus instrumentos se trabalho. Apercebi-me de que eram jograis de renome, pois observei uma grande satisfação espalhada pela população. De seguida, observei um grande cartaz que estava afixado na porta da igreja indicando que se ia realizar um sarau na casa do senhor daquela terra.
    Depois, fui falar com o padre para me dar uma refeição quente e expliquei-lhe a situação em que eu me encontrava. O senhor padre ficou escandalizado e meio perturbado, pois não sabia o que fazer mas, no fim, eu consegui tranquiliza-lo e disse que no dia seguinte eu já me ia embora, não fosse ele contar ao senhor, podendo ser condenado à morte.
    Por fim, o senhor padre deu-me a refeição quente e levou-me ao sarau que já estava no inicio. Eu meti conversa com um senhor que já estava bem animado que me explicou todas as criticas e ironias que os jograis estavam a dizer. No fim de tudo podia-se dizer que me tinha divertido bastante e bebido o suficiente para não saber quanto é que era um mais um e aprendi uma dança que os jograis tinham realizado.
    Para concluir, achei que tinha sido o melhor dia da minha vida. É sempre bom ter novas aventuras.

  12. João Faria diz:

    Estava eu a passear por ruelas, quando vejo uma igreja. Curiosamente, todas as pessoas reunidas no adro e de repente olham todos na mesma direção e as crianças puxam as mães para a frente. Quando me aproximo para ver reparo que tinham chegado os jograis.
    “Deve ser uma romaria” pensei logo. Fiquei contente por poder presenciar algo tão divertido como aquilo. As pessoas escutavam o que era dito pelos jograis com umas risadas pelo meio. Apesar de ser uma festa organizada pelo povo, notava-se que o tinham feito com bastante cuidado e globalmente estava bonita.
    Eu coloquei-me no meio da multidão e foi animadamente que passamos o tempo. Após as cantigas e os bailes terem acabado, uma grande quantidade de comida nos esperava. Surpreendeu-me o facto de existir tanta comida por causa de serem pessoas do povo, contudo é lógico que estas pessoas tenham investido tanto tempo e recursos, visto que se trata da sua romaria.
    Acabada a festa, todas as pessoas foram para casa. Reparei que nenhuma ia triste. Na minha opinião, tinha sido uma das melhores festas a que já tinha ido e achei incrível um acontecimento com esta dimensão acontecer na Idade Média. Agora era altura de regressar ao presente e mal posso esperar para contar a toda a gente a minha experiência fantástica.

  13. Gonçalo Alves diz:

    Mas estes não eram jograis ordinários e, de certa maneira, parecia que toda a gente o compreendia.
    Estes eram jograis vestidos de negro em vez da tradicional vestimenta colorida, e os seus instrumentos eram longos e curvos, tendo a forma de uma cimitarra árabe.
    Um pensamento no canto da minha cabeça dizia-me algo impercetível, como que um fragmento de uma memória. Um pensamento tão subtil, mas ao mesmo tempo impossível de o ignorar.
    Já os jograis tocavam e eu absorto neste pensamento. Mas este som não era alegre, não era sobre amor ou paixão. Não, este som era fúnebre, um som melancólico que me deixou num estado de profundo desespero e completa solidão.
    E como um relâmpago aquele pensamento iluminou-me. Jograis negros, onde é que já tinha ouvido falar de jograis negros? Aqueles não eram jograis comuns, aqueles eram o grupo a quem chamavam de “Os quatro cavaleiros do Apocalipse”, conhecidos pela carnificina que causavam nos seus “espetáculos”, cada um mais belo, á sua maneira, do que os outros.
    A música cessou, um silêncio absoluto abateu-se sobre a multidão. Toda a gente sabia quem eles eram. Senti-me como que preso dentro minha mente nos momentos que se seguiram, conseguia apenas observar o que se passava através de buracos na minha cabeça a que antes chamava de olhos, mas agora eram apenas janelas.
    Dentro da minha prisão gritava “Salvem-se!” e “Corram!”, tudo inútil. O meu corpo já não me pertencia. Foi assim que tive de observar enquanto fila após fila de mulheres, homens, crianças e bebés de colo, que se encontravam no mesmo estado que eu, eram chacinados á minha frente.
    Desejei que tudo acabasse e, como que um favor, fui envolvido nos braços da morte.

  14. David Pinto diz:

    Chego à Idade Media depois de uma viagem numa máquina do tempo. Passeando por ruelas de terra batida, avisto a Igreja Faz calor e as pessoas estão reunidas no adro. Estão à espera de alguma coisa? De repente, olham todos na mesma direção e as crianças puxam as mães para a frente. Aproximo-me para ver. Tinham chegado os jograis!
    Quando consegui ver o que se passava, vi o padre estendido no chão com um ar pálido, cheio de sangue e com uma seta atravessada. Os jograis tinham chegado por via de um membro do povo. A noticia da sua morte afetou muita gente da aldeia.
    Por curiosidade foi perguntando coisas sobre o padre às pessoas daquela aldeia, e a maioria do povo disse-me que era um padre muito bondoso, simpático e que gostava de conviver com eles, especialmente com os mais novos. Foi ai que percebi que o padre devia ter sido assassinado, por alguém ligado à igreja, por ter tido, provavelmente, relações amorosas com crianças.
    Mais tarde veio a confirmação de que eu estava à espera, tinha sido assassinado a mando do papa, pois o que fez estava contra os direitos e deveres de um representante da igreja.

  15. Marta Duarte diz:

    Dirigi-me para o meio da multidão. Estava a decorrer uma bailia.
    Assim eu reparei que estava numa aldeia, no meio de gente que nunca vira antes e estavam a tocar e dançar uma bailia soou-me logo a diversão, afinal estava na idade medieval e decidi aventurar-me, entrei na dança e diverti-me tanto!
    Depois a música acaba, vai toda a gente embora e eu… eu não soube o que fazer, estava em território desconhecido e infelizmente não tinha a máquina do tempo comigo, estava totalmente sozinha.
    Tentei falar com algumas pessoas que aparentavam ser simpáticas mas a linguagem era tão estranha que ficava a saber o mesmo. Até que uma senhora simpática me apontou um lugar muito engraçado. Era uma casinha onde se estava a fazer uma grande festa, bem, não tinha nada a perder então, lá fui eu.
    Estava a cantar um jogral, pelos vistos muito famoso e toda a gente dançava e aplaudia, então eu limitei-me a integrar-me no grupo.
    Até me diverti com o povo da idade média, mas agora estou debaixo do sol escaldante pensando numa maneira de voltar para casa.
    Então decidi por mãos à obra, não podia estar parada! Levantei-me e procurei algum sítio eu me chama-se a atenção. Fui até um ferreiro e contei-lhe a minha história, riu-se, ficou sério até que acreditou em mim e decidiu ajudar-me.
    Juntos construímos uma nova máquina do tempo que me levou até casa são e salva.

  16. (…) Depois do discurso de boas-vindas, a festa começou. O cenário à minha frente continha pura diversão: a música começou a tocar, as mães pegaram nos filhos para dançar, os homens divertiam-se a conversar…
    Passados alguns minutos, a realidade atinge-me e apercebo-me de que viajei no tempo. Sinto-me bastante confusa, mas ao mesmo tempo, fascinada. O ambiente era fantástico, toda a gente parece amigável e as vestes eram fenomenais, bastante diferentes, mas incríveis.
    À medida que o tempo passa, as pessoas começam a notar em mim e a estranhar. É normal, se considerarmos que eu viajei no tempo e que sou completamente estranha. Começo a sentir a pressão. Então corro para um canto para tentar decidir o que fazer. Não consegui encontrar uma solução imediata, por isso decidi juntar-me à festa. Apesar de ser uma desconhecida, as pessoas receberam-me muito bem e senti-me integrada.
    Ao fim de algumas horas, toda a gente foi embora e eu dou por mim sozinha sem saber como voltar para casa. Não posso pedir ajuda, as pessoas vão pensar que sou maluca. Será que posso viver na Idade Média para sempre e formar aqui uma nova vida? Não sei como voltar para 2015 e estou a adorar isto aqui. Tudo aponta para a possibilidade de eu ficar cá.

  17. Óscar Folha diz:

    Eu, no momento, fiquei surpreendido, para ser sincero. Não quer dizer que eu julgue as pessoas pela aparência, mas como é que alguém vestido com roupa tão pobres , feitas de material de fraca qualidade, consegue despertar a atenção de praticamente todas as crianças da cidade? Ainda por cima alguém que aparenta pertencer á classe popular! Mas, pronto, chega de julgar as pessoas pela aparência. Vamos lá ver do que estes homens são capazes.
    Eu não percebia praticamente nada, só ouvia gargalhadas e mais gargalhadas.. Bem, talvez estes homens merecem mesmo a atenção que recebem, mas há coisas mais interessantes na Idade Média para observar, por isso abandonei o espetáculo.
    Decidi deslocar-me para o centro da cidade. Tinha ouvido dizer, através do professor Armindo que me acompanhou nesta viagem, que hoje iria ser disputado o titulo de cavaleiro de Roma, num combate de cavalos. O professor infelizmente ficou doente, deve ter sido do almoço do outro dia ( não estamos habituados a comer rãs fritas). Mal cheguei ao centro, ouvi imensos aplausos vindos do Coliseu e dirigi-me lá. Quando tentei entrar, um homem mal humorado empurrou-me e gritou-me umas palavras que não percebi. No regresso a casa, pensei um pouco e percebi o porquê da situação. Apenas os nobres é que entram nos torneios !

  18. tiagovek12 diz:

    O povo ficou animado, o que não devia ser muito comum. Não permaneci lá muito tempo, pois não era do meu interesse. Tinha-me enganado na data da máquina do tempo e (tinha um botão de emergência caso ocorresse algo perigoso) decidi partir numa aventura no meio da floresta.
    Depois de muito caminhar, ouço pessoas a conversar em português antigo. Para meu espanto era o rei D. Dinis, estava a caçar e eu observei-o. Não é que fosse mau a caçar, mas o seu método não era muito eficaz. Quando finalmente me avistou, chamou-me. Eu não queria mudar a história de Portugal, então fui ter com ele e disse-lhe que era um grande fã, embora não fosse.
    Consegui comunicar com ele, porque tinha um “chip” tradutor que mudava a minha voz. Mal ele virou as costas, fugi sem ele se aperceber e voltei para o adro, ainda faltavam três jograis para acabar, mas o povo estava feliz e comia pão e bebia vinho.
    Embora fosse interessante visualizar os comportamentos das pessoas na idade média, eu sentia saudades do meu computador e da minha cama. por isso entrei dentro de uma casa, para não chamar a atenção e cliquei no botão de emergência e, finalmente, cheguei a casa

  19. Eliana Feiteira diz:

    … Tinham chegado os jograis! Pareciam cansados mas, mesmo assim, animados. Estava deslumbrada, talvez se esta noite fizessem um sarau com música e dança na corte eu pudesse entrar. Era a chegada de um novo rei e ele quereria mostrar o seu poder e dinheiro. Eles sorriam para os habitantes daquela terra e as crianças alegres admiravam-nos. Talvez lhes dessem valor por terem chegado ali, já que eles eram felizes e, não só animavam como eram animados.
    Os jograis dirigem-se ao meio do adro e olham em volta procurando por silêncio, anunciando que esta noite alguns membros do povo poderiam ver a corte por dentro durante a festa. Seria a primeira e última vez que iria acontecer! Logo se ouviram pessoas a pedir que fossem elas, outras a comentar como imaginavam ser o interior, outras a pensar no que vestir se fossem eles e eu simplesmente ali parada a sorrir com os olhos a brilhar de tão encantada, talvez eu conseguisse. Para escolher quem iria, propôs-se uma caça ao tesouro na praça: quem encontrasse o anel escolheria mais duas pessoas para ir consigo.
    As procuras começaram e todos o queriam encontrar, iria ser difícil. Eu apenas olhava em volta à procura de alguma pista, um buraco entre as pedras da calçada, uma árvore com uma espécie de buraco, qualquer coisa até que alguém grita e levanta a mão mostrando o anel. Perdi a esperança.
    Decidi voltar para casa mais tarde por isso fui dar um passeio. Acabei por ir ter à corte e espreitei por uma janela, observando todo aquele esplendor. Os vestidos característicos da época, as donzelas a bailar, os jograis, os trovadores, menestréis e segréis a musicar, os príncipes e os reis e o grande banquete que estava a ser devorado pelos elementos do povo. Eles estavam felizes e deliciados, o que me fez sentir melhor e menos triste.

  20. A sua chegada tinha chamado a atenção de toda a gente devido ao facto das suas vestes serem muito mais coloridas do que as do resto das pessoas.
    Os jograis, que estavam bastante alegres, vinham acompanhados por uma bela donzela de cabelos longos e loiros. Foi um momento bastante estranho! Por momentos pareceu-me reconhecer a sua cara…
    Estávamos todos reunidos num círculo à volta dos jograis e da menina, esperando para ouvir a doce melodia da sua voz. Que é isto?! De repente, do nada, aparecem quatro cavaleiros bastante armados que transportam umas bandeiras com um símbolo (será a bandeira deste reino?). Um deles, numa voz grossa, anuncia determinadamente, numa linguagem, para mim difícil de entender, que há uma festa no palácio real.
    Estão prestes a ir embora e um deles fixa o olhar em mim, e pede para eu os acompanhar. Não tendo outra opção, levam-me até ao palácio real onde me deparo, depois de me tirarem as vendas, com uma sala monstruosa cheia de pinturas belíssimas, tanto em quadros, como nas paredes e teto, e com uma mesa bastante grande. Algumas pessoas montam os instrumentos musicais enquanto outras colocam a comida naquela mesa, bastante grande. É aí que percebo, é aqui que vai ser a festa!

  21. Ainda não me habituei ao que os meus olhos veem, é tudo tão diferente! Ouço pessoas a segredar, percebo algumas palavras mas outras nem em sonhos.
    Estou no interior de uma igreja e vejo um grupo de pessoas que acabou de chegar, suponho que sejam importantes… criou-se tanta confusão, só percebo “jograis” e “eles chegaram”. Coloco-me em bicos de pés e observo melhor o que está acontecer em meu redor, a minha ideia está correta são pessoas importantes, notei através dos seus trajes.
    Após pouco tempo, a multidão move-se e entra para uma sala (entro também, porque fui arrastada pelas várias pessoas), não sei para onde vou e não sei se devo ir, mas já é tarde demais para qualquer atitude. Deparo-me com uma sala ampla, enorme, com uma mesa que percorre uma ponta à outra com a mais variedíssima comida e de todos os tipos, no outro lado há um trono e umas cadeiras em frente , mas entre esses objetos há um palco, quer dizer, um estrado de madeira.
    Fui-me sentado à mesa, à medida que as pessoas iam chegando. Começamos a refeição ao som de uma voz masculina, é estranho mas era uma melodia aguda mas soava bem, muito bem até. Dei o meu primeiro gole na bebida e senti-me um pouco tonta até que…
    Acordo meia sobressaltada e olho em volta e estou na aula de Português, não acredito que acabei de adormecer em plena interpretação de uma cantiga, bocejo de forma inaudível e toca o toque de saída.
    Saio da aula e vou para casa refletir sobre o meu sonho.

  22. inespaiva6 diz:

    Eram homens simples, mas vinham entusiasmados e traziam consigo pautas musicais. Fiquei deveras ansiosa, por não saber que cantiga iriam apresentar e de que forma iriam atuar. De seguida, estes acomodaram-se, pousando as malas que traziam e preparando todo o material para a esperada atuação. As crianças saltitavam de um lado para o outro, entusiasmadas e felizes. Era como se estes homens captassem, por momentos, a atenção de todos.
    Começaram por se apresentar: vinham da Galiza e tinham sido pagos por D.Dinis para prestarem o seu serviço. Um brisa leve soava no ar e o tempo tinha amenizado ligeiramente.
    Foi então que anunciaram que iriam cantar a cantiga: “Ondas do mar de Vigo” que tinha sido composta por Martim Codax.
    “Ondas do mar de Vigo
    Se vistes meu amigo…” cantavam eles…
    Estava admirada com o talento destes jograis. Apesar de homens do povo, eram bastante profissionais. Aquela cantiga fez-me recuar à uns tempos atrás… Tal como a donzela, que temia a ausência do seu amado, também eu me sentia triste por o meu amado não se encontrar comigo. Tinha partido numa guerra e desde aí que tinha tido poucas, ou mesmo nenhumas notícias dele e eu, cada vez mais, temia que não voltasse. Felizmente, ele cumpriu o que me tinha prometido e voltou. Passados alguns minutos, ele chegou ao adro e ouviu ainda parte da cantiga comigo. Tinha saído um pouco mais tarde.
    Quando a atuação terminou, toda a gente aplaudiu os jograis. Foi um momento excelente e que me proporcionou muita felicidade, por poder voltar a senti-lo de novo nos meus braços.

  23. Henrique Sousa diz:

    Fiquei animado, pois o mais parecido que já tinha visto fora a peça de teatro “O Auto da Barca do Inferno” de Gil Vcente. Tentei chegar mais à frente para poder ter uma boa ideia do espetáculo. Mas, de repente, comecei a sentir o chão a tremer. Olhei para o lado e vi cerca de vinte e cinco cavaleiros em cima dos seus cavalos. Enchutaram-nos dali para fora e disseram que iam levar os jograis ao castelo do rei, pois o seu espetáculo não era legítimo.
    Fui atrás deles, mas perdi-os de vista. A minha sorte fora a imensidão do castelo que dava para ver ao longe. Demorei, mas lá cheguei. Não estavam a deixar entrar ninguém, até ao momento em que se ouviram as trompas. Toda a gente olhou para cima, e foi aí que avistámos o rei. Começou a falar mas, como estava longe, não se percebia nada, (deve ser de usar tanto os fones, mas como era Idade Média e isso ainda não existia, as pessoas ouviam bem). Perguntei a um senhor que estava ao meu lado e, pelo que consegui decifrar da sua língua, o rei perdoou os jograis e disse que convidava toda a gente do reino para um grande banquete, em que os jograis iam apresentar a sua peça.
    No dia seguinte, à noite, estava na altura do grande banquete e todo o reino apareceu. Mas graças à força dos guardas, que conseguiram por ordem na sala, pudemos ouvir calma e tranquilamente.
    Gostei do espetáculo em geral, mas o meu tempo estava a acabar. Tinha apenas uma licença de quarenta e oito horas no passado, para evitar que alterasse alguma coisa. Regressei ao presente, graças a Deus, percebo o português atual, mas ainda tenho esperança de um dia no futuro poder voltar ao passado.

  24. Marta Neto diz:

    Chego a Idade Média e depois de uma viagem numa máquina do tempo. Passeando por ruelas de terra batida, avisto a igreja. Faz calor e as pessoas estão reunidas no adro. Estarão à espera de alguma coisa? De repente, olham todos na mesma direção e as crianças puxam as mães para a frente. Aproximo-me para ver. Tinham chegado os jograis! Fiquei logo curiosa para saber o que se iria passar e, por isso, aproximei-me o mais possível deles para ouvir melhor as cantigas e sentir a alegria de estar naquela época.
    Começaram todos a tocar e o trovador a cantar a cantiga de amigo. Toda a gente dançava alegre e, de repente, sinto-me a ser puxada para a roda onde os casais dançavam por um rapaz que me parecia simpático e me ensinou a coreografia de grupo. Devo ter dançado a tarde toda porque, quando eles se foram embora, o sol já se estava a pôr e o rapaz, cujo nome já sabia e era André, se ofereceu para me levar a jantar.
    -És nova nesta terra não és? Nunca te vi por aqui!
    -Sim, vim do futuro, onde tudo isto foi substituído por televisões, computadores, telemóveis… Enfim – dou um suspiro – tecnologia!
    -Não sei o que é, mas parece que não quero saber – ele diz e eu rio –
    Chegamos a uma casa modesta em pedra, a casa dele, e entramos. Eu tiro os meus sapatos e sou apresentada aos pais dele que logo me põem muito à vontade na casa, jantamos e depois saímos para dar uma volta. É fantástica a segurança e a liberdade que se sente ao andar na rua. No momento em que ele se ia a despedir de mim sinto a luz a invadir os meus olhos com alguma brutalidade, abro-os lentamente e vejo o corpo da minha mãe em pé perto da minha cama e percebo que foi tudo um sonho.
    -Mãe, gostava de viver na Idade Média!

  25. Carina Gomes diz:

    As pessoas começaram a aproximar-se dos jograis, que sorriam por ver a multidão que queria ouvir as cantigas.
    Enquanto me aproximava, os jograis preparavam-se para tocar os seus instrumentos, e logo que cheguei ao grupo de pessoas, eles começavam a tocar.
    Os três jograis cantaram, um a um, uma cantiga, em que a última fora uma cantiga de maldizer. Quando acabaram, agradeceram à população que se foi amontoando durante a atuação, e foram embora. A multidão dispersou-se em segundos, pois a pressa para encontrar uma sombra era muita.
    Aproveitei para entrar na igreja, para ver como seria uma ermida sem qualquer tecnologia; afinal eu estava lá para explorar o mundo antigo.
    A igreja era enorme e muito fresca. Estavam lá pessoas a rezar, pessoas do povo e também do clero. Enquanto eu andava pela igreja, um homem veio ter comigo e perguntou se procurava algo mas, olhando para as minhas roupas, e eu, esquecendo-me de ser discreta, disse que era uma viajante do tempo.
    O senhor olhou-me nos olhos, perguntando a si mesmo se seria verdade, mas eu logo perebi qual a sua conclusão, quando ele começou a correr e a gritar.
    Os homens e mulheres, sentindo que o homem lhes tirava o direito ao silêncio na igreja, olharam para ele muito zangados.
    O senhor que provavelmente era padre subiu ao altar e disse a todos para fugir porque o diabo, ou por outras palavras, eu, conseguira entrar na igreja. Ora depois do pequeno discurso, a igreja perdeu o silêncio: as pessoas corriam e amontoavam-se no portão principal da igreja, e portas batiam devido às pessoas, e de repente estava eu sozinha numa igreja tão grande.
    Decidi então que esse seria o melhor momento para regressar a casa onde, espero eu, não entra o diabo.

  26. ritarocha7 diz:

    À entrada da igreja tinha-se reunido um grande grupo de pessoas que observava atentamente os jograis que passavam, no entanto o que parecia ser motivo de festejo e algo divertido rapidamente se transformou num motim…
    As notícias correram depressa e, passado uma questão de segundos, toda a população estava nas ruas. Mulheres desesperadas procuravam os filhos, crianças aflitas pareciam completamente perdidas e homens berravam pelo meio da rua. Estava instalado o caos.
    Os jograis tentavam acalmar a situação, mas sem qualquer resultado. Repentinamente, um silêncio ensurdecedor calou tudo e todos: a rainha tinha chegado. As novas de que acabara de ficar viúva mostravam-se demasiado para absorver, e isso notava-se claramente…
    – Certamente todos vós sabeis as notícias, o grupo de cavaleiros escolhido para combater os inimigos acabou por falhar na sua missão. As únicas certezas que temos são que o nosso rei faleceu, juntamente com a maior parte dos nossos homens. Peço desde já a vossa sincera compreensão para com o sucedido e garanto-vos que nada disto nos afetará! Continuaremos fortes e invencíveis!
    Após este discurso, como se do nada, todos se curvaram ao mesmo tempo…

  27. Jorge Afonso Martins diz:

    Após algum tempo de aplausos e um grande festejo pela sua chegada, os jograis começaram o seu espetáculo. Nesse exato momento assistiu-se ao aparecimento do silêncio na plateia. As cantigas tocadas e cantadas assemelhavam-se às que estudei na aula de português, mas agora soavam mais autenticas, se calhar por ser ao vivo, ou então, o simples facto de estar na Idade Média ajuda.
    Duas hora depois o espetáculo acabou e eu decidi dar uma volta pela localidade e sua envolvente. Quanto mais andava, maior era o espanto. Tudo era diferente: a arquitetura (ou a falta dela), as pessoas, os campos, os rios, as localidades, … Cada vez mais me sentia presente num daqueles quadros ou tapeçarias.
    O tempo passou tão depressa que quando me apercebi já era de noite. Passei a noite num albergue local. As condições eram péssimas e aí percebi como era realmente a vida na “idade das trevas”; pois o problema não era o albergue. Por todo o lado se viam doentes e pessoas a morrer de simples gripes e, claro, também senti a falta da tecnologia.
    A noite foi um bocado atribulada e por isso, no dia seguinte, de manhã, tive vontade de “regressar ao futuro” não para 21 de outubro de 2015, mas sim para 22, o dia de hoje.

  28. Pus-me em bicos de pés para poder observar melhor os jograis, mas era impossível pois encontravam-se pessoas muito altas à minha frente. Tentei passar por entre da multidão e finalmente consegui passar para a frente permitindo que tivesse vista melhor para os jograis. Ouvi alguns murmúrios vindo das pessoas que encontravam-se em roda deles e por fim comecei a ouvir vozes mais altas vindas dos jograis.
    Eles começaram a cantar, a dançar e a declamar. As pessoas mostravam um ar alegre e algumas cantavam com eles. Balancei um pouco o meu corpo enquanto os ouvia atentamente. Passado alguns minutos afastei-me da multidão e caminho em direcção a uma rapariga que parecia mais nova do que eu e se que encontrava sozinha. Ela era morena e tinhas cabelos castanhos assim como os seus olhos. Falamos por um pouco e eu falei-lhe que vinha do futuro e ela ri-se, acho que não acreditou em mim. Ela aceitou em fazer-me uma espécie de visita guiada pela terra. No final do dia caminhamos para a casa dela, subimos umas escadas de pedra até ao seu quarto e ela começou a mostrar-me uns brinquedos de madeira. Percebi como é que as pessoas podiam-se divertir sem ter um telemóvel ou até mesmo um computador à nossa frente.
    O dia passou a correr e logo se fez noite, despedi-me da nova amiga que tinha feito e saí de casa dela passeando pela a calçada.

  29. Sara Silva diz:

    Apesar da confusão, fui aproximando-me cada vez mais da festa. Afinal de contas, eu bem sabia que seria uma daquelas experiências que só ocorrem uma vez na vida.
    O cheiro a vinha e a pão prestes a sair do forno era uma maravilha. As pessoas dançavam e consoante o ritmo da musica, alternavam os passos e o par com quem bailavam. Os jograis alternavam os passos e o par com quem bailavam. Os jograis e o menestréis animavam a festa com as suas anedotas que bem la no fundo, diziam umas certas verdades, as quais se assemelham com a nossa atualidade. No sarau, as senhoras estavam muito vistosas e os seus maridos aperaltavam-se, alguns até condiziam com as suas mulheres.
    O Rei encontrava-se sentado numa poltrona revestida de veludo avermelhado, cor de sangue e repleta de jóias das mais variadas cores. Ao lado da alteza, sentada estava a Rainha com um penteado tão pomposo que quem à sua frente passava, parava para o contemplar. Os servos, nem do sarau desfrutavam, tinham que estar sempre alerta caso o vinho tivesse acabado.
    Dei-me conta das horas e percebi que era altura de regressar a casa. Mas uma coisa é garantida, tempos assim vão ficar para sempre na história.

  30. (…)
    Como o adro estava a abarrotar de gente, decidi virar costas e sair. Depois de andar mais um pouco na rua, avistei ao longe uma roda de pessoas com uma mulher no meio. Quando cheguei à beira da mulher, apercebi-me que ela estava a cantar uma espécie de música. A mulher tinha uma voz fantástica. Depois de ouvir a letra com mais atenção consegui perceber qual era o tema da cantiga, falava sobre umas donzelas que iam com as mães a um lugar chamado San Simon de Val Prados. Foi nesse momento que me apercebi que já tinha ouvido esse nome em mais algum lado. Depois de repetir a cantiga dentro da minha cabeça mais de mil vezes, lembrei-me de onde tinha ouvido falar desse nome. Quando era mais novo estudei essa cantiga na escola, mas com a idade que tinha não ligava muito a estas cantigas, só quando ouvi a mulher a cantá-la com emoção e com a voz fantástica que tinha é que percebi que aquilo era uma coisa maravilhosa de presenciar.
    Depois deste momento é que eu pensei para mim mesmo, assim: “Quantas mais coisas belas há no mundo que eu não apreciei por ignorância?”

  31. Joao Teixeira diz:

    Enquanto os jograis preparavam os instrumentos e a sua voz, pouco a pouco o adro enchia-se mais e mais com meninas vestidas a rigor e todas bonitas, rapazes de todas as idades e casais de homens e mulheres com os seus filhos atrás.
    Depois de tudo estar pronto, começou o bailado. As meninas dançavam de forma sensual e elegante, enquanto que os rapazes se aproximavam lentamente da rapariga que desejavam. Os casais bailavam, lembrando-se da primeira vez que dançaram juntos. Ouviam-se risos e gargalhadas, e rapidamente aquele som intoxicante infetou-me com vontade de dançar e quando dei por mim, estava a bailar com uma menina da minha idade.
    Quando o bailado terminou, os jograis rapidamente arrumaram os seus instrumentos e dirigiram-se para a próxima vila.
    Exausto, decidi voltar para o meu período de tempo, mas não sem dar um último adeus a minha nova amiga, prometendo que iria voltar da próxima vez que os jograis voltassem.

  32. Filipe Soares diz:

    As crianças, excitadas e eufóricas por ver os jograis quase que em vez de puxarem delicadamente as mães para a frente, as arrastavam.Acalmando-se a confusão as mães pegaram nos respetivos filhos e filhas ao colo e assistiram ao espectáculo.
    O espetáculo levou o seu tempo, mas toda a gente o apreciou.Após ter acabado, como habitual dirigiram-se todos até à praça lá da terra, que era um género de centro onde se realizavam vendas tanto de alimentos como de animais;banquetes para toda a população poder conviver e dar-se a conhecer melhor; trocas entre trabalhadores,etc,etc…Curiosamente o centro das atenções era um grupo de irmãos e irmãs, todos entre os nove e os vinte e um anos, que estavam não só a vender animais como a demonstrar a quem estivesse interessado tudo passo-a-passo o que faziam aos animais.
    A tarde foi-se passando, trocas e vendas foram-se fazendo e como era, domingo estava a chegar a hora do banquete.Uma mesa com cinquenta lugares encontrava-se no centro da praça e ia sendo preenchida com comida que cada habitante disponibilizava.
    Infelizmente, não tive tempo de testemunhar mais nenhum acontecimento, visto que, se não me apressasse a reutilizar a minha máquina do tempo mas desta vez para voltar, ficaria ali preso até ao fim da minha vida.

  33. João Cordeiro diz:

    Incluindo o meu favorito, D. Dinis! Era o meu sonho conhecê-lo, estava bastante entusiasmado.
    De repente ouve-se um trovador a dizer ”Este ano vamos fazer algo diferente! Vamos fazer um um torneio de cantigas. A melhor cantiga a concorrer terá a oportunidade de ir à corte de D. Dinis! Que ganhe a melhor cantiga!!!”.
    Ao ouvir isto sabia que tinha de concorrer, afinal de contas, era o meu sonho que estava em jogo. Depois de procurar um lugar calmo fiz então a cantiga, estava mesmo confiante e acima de tudo orgulhoso. Mas a caminho do adro aconteceu algo inesperado, vi um rapaz a chorar ao qual perguntei que se passava. Ele, a limpar as lágrimas respondeu-me:
    – Queria imenso conhecer D. Dinis mas sei que isso não vai ser possível visto que ainda não aprendi a escrever…
    Tentei acima de tudo consolá-lo e depois de pensar imenso no assunto acabei por lhe dar a minha cantiga.
    Depois do vencedor ser anunciado fiquei muito contente por ter feito com que o rapazinho ganhasse mas também fiquei de certo modo um bocado triste por não ter sido eu a ir à corte, mas afinal de tudo sei que fiz a decisão mais acertada

  34. gonzas2000 diz:

    Mal chegaram, dão as boas vindas às pessoas ali reunidas e entram na igreja. Logo após a sua entrada, as pessoas entram; sentam-se nos bancos e esperam. Passados alguns minutos entra um conjunto de pessoas vestidas de acordo com, a personagem que iam interpretar.
    As crianças esconderam-se nas saias das mães, pois tinham ficado assustadas ao verem aqueles trajes pouco usuais. Uma donzela entra, já com um traje mais habitual e um conjunto de pessoas reunidas num canto de uma igreja, começam, em coro, a cantar baixinho. A donzela começou a cantiga num tom de voz claramente mais alto e compreensível. O conjunto das pessoas vestidas com os trajes pouco usuais, começavam-se a mexer, a interagir umas com as outras. Eram no total três pessoas: uma donzela, a mãe da donzela e um rapaz por quem a donzela se apaixonara.
    Percebeu, então, que a donzela se encontrara com o rapaz na fonte com quem tinha falado durante horas. Quando se despedem, a donzela chega a casa e a mãe estranha a demora. A encenação baseou-se nisso. As várias cantigas dos jograis foram representadas e, no final, estes retiraram-se da igreja.
    As pessoas animadas, aplaudiram e abandonaram o local e foram para as suas casas conversando sobre o que tinham visto. As crianças perderam o medo entretanto e ao lado das mães conversavam também sobre as representações.

  35. António Silva diz:

    Eram três! Cada um cantou um tipo de cantiga diferente, um cantou uma cantiga de amigo, o outro uma de amor, e o último uma de escárnio. Até foram bons, mas é óbvio que preferia que fosse o Marin Garrix.
    Bem, mas continuando a falar da atuação dos jograis. Eu achei incrível o facto de do nada, só com a chegada dos jograis, se ter feito uma grande festa.
    No final da apresentação, eles desafiaram o público a improvisar e cantar uma cantiga. Aquilo parecia quase uma batalha de rap, e ainda por cima não se percebia nada.
    Vocês por esta altura talvez se estejam a perguntar se eu fui cantar. Obviamente que não, pois, além de cantar mal, eles não iriam perceber nada. No final de tudo isto, fui falar com os jograis e perguntar como era a vida deles e o seu dia-a-dia. Curiosamente, disseram-me o que muitas pessoas dizem hoje em dia, que se trabalha muito e ganha-se mal. Curioso .. talvez o Passos Coelho esteja por lá e eles ainda não sabem.
    Por último, fui à minha máquina do tempo e continuei a viajar por aí.

  36. Vasco Rodrigues diz:

    Após ter avistado os jograis aproximei-me o mais que consegui para ver bem o espectáculo.Não estava habituado a ver tanta gente.No futuro não é assim,não é costume tanta animação dentro de uma igreja,pois no futuro a igreja é um lugar calmo onde as pessoas vão rezar.No passado,vendo de uma perspetiva diferente até é engraçado porque com tanto divertimento as pessoas ficam mais felizes e não a pensar como é que a sua vida vai melhorar.Os jograis são pessoas muito divertidas e até gostei do espetáculo a que assisti.
    Ao sair da igreja reparei que a maioria das pessoas andava a pé,não como,no futuro,em que a maioria anda de carro.Reparei também que a roupa que vestiam era muito pobre e simples e até mesmo aqueles mais prestigiados em comparação com as roupas do futuro são pouco inspiradas.No futuro as pessoas usam telemóveis para comunicar umas com as outras,mas aqui,no passado,eu percebi que as pessoas para falar com a pessoa que querem têm de ir a casa dela para falarem.
    Resumindo, em comparação com o futuro,aqui não havia qualquer tipo de tecnologia.

  37. Leonor Ferreira diz:

    FORA DE PRAZO
    ” Que fazem estes homens?” questionava-me enquanto observava atentamente todos os seus atos. Sabia que eram jograis, porque falei sobre eles na aulas de português, mas a memoria já não é a mesma de há uns anis atrás. Recordo-me de que, na semana passada, vi um documentário sobre a Idade Média mas, como liguei a televisão e só faltavam cinco minutos para acabar, não encontro explicação para o que se está a passar.
    Parece que já acabaram de montar todas as coisas que precisam. “Mas para quê tantas coisas?” pensava eu. Aproximei-me para ver melhor.
    Havia um palco com três bancos de palha com instrumentos pousados em cima, uma flauta, uma pequena viola e uma harpa. De repente entraram em palco quatro homens do povo e três deles sentaram-se e pegaram nos seus instrumentos, enquanto o outro permanecia em pé. Começaram a tocar e a cantar, todos em perfeita harmonia. As crianças dançavam contentes umas com as outras e as mulheres escutavam alegremente aquelas melodias e observavam a felicidade dos seus filhos.
    Reparei em algo estranho, o vocalista do quarteto cantava no feminino, mas era homem e, foi nesse preciso momento que me recordei das minhas aulas de português e lembrei-me do que a minha professora repetia muitas vezes “Nas cantigas de amigo o sujeito poético é sempre um individuo feminino” e percebi que estavam a cantar cantigas de amigo.
    o espetáculo terminou, assim como a minha viagem pela Idade Média. Entrei na máquina do tempo e voltei para minha casa. Assim que entrei, tinha os meus netos no sofá à minha espera.
    -Avô conta uma das tuas histórias! – pediam os meus netos.
    -Claro que sim! Então, era uma vez uma aldeia, na Idade Média…
    Os meus netos gostam muito da história, mas só eu sei o que se passou há muitos anos atrás.

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